Notícias
Coberturas
Editoriais
Patrocinados
Séries
Brand Channels
Março
Abril
Maio
Agosto
Setembro
Outubro
Novembro
Dezembro
Siga-nos
Siga-nos
Conteúdo e monetização: as estratégias dos jornais no meio digital
Conteúdo e monetização: as estratégias dos jornais no meio digital
Jornais transitam entre versão impressa e estratégias de monetização online em meio à digitalização e necessidade da criação de receitas adicionais
Preencha o formulário abaixo para enviar uma mensagem:

19 de maio de 2023 – 6h03
O declínio da circulação de jornais impressos em detrimento dos meios digitais é mais evidente a cada ano. Levantamento do Poder360, com informações do Instituto Verificador de Comunicação (IVC), indica que, no ano passado, 15 dos principais jornais brasileiros registraram queda de 16,1% na circulação.
Com a quebra de um modelo histórico de monetização baseado em assinaturas e publicidade impressa, os jornais encararam o desafio de adaptar estratégias para canais online a fim de acompanhar a digitalização crescente da audiência brasileira. Atualmente, a tática mais comum da maioria dos veículos é a prática do paywall, mas essa é a evolução de modelo ainda em construção.jornais no digitalA primeira movimentação substancial dos maiores títulos do Brasil, como Estadão, O Globo e Folha de S. Paulo, na internet, foi apostar na gratuidade do conteúdo digital e monetizar a partir de publicidade programática, relembra Eduardo Tessler, jornalista e sócio-diretor do Mídia Mundo. “O problema das empresas de comunicação em conseguir assinantes é que a audiência considera que ou não precisa pagar pelo conteúdo ou o conteúdo não vale o que se cobra. Com isso, perdemos muito dinheiro de CPF”, justifica o especialista.
O Lance, por exemplo, encerrou seu departamento comercial e aposta na modalidade de mídia programática. O veículo esportivo descontinuou sua edição impressa em 2020, após 23 anos de circulação. Agora, sua presença dedica-se, majoritariamente, ao canal online.
O mercado editorial brasileiro agora é pautado por um modelo determinado de assinatura. Em linhas gerais, o usuário tem acesso gratuito a determinada quantidade de conteúdo, que passam a ser restritos a assinantes, posteriormente. Em nível nacional, entre os títulos de maior circulação no IVC (O Globo, Estadão, Super Notícia, Folha e Zero Hora), os valores mensais de acesso ao material digital não ultrapassam R$ 10.
“Os modelos de paywall no Brasil dos grandes players são praticamente iguais”, diz Tessler. Ele alega que a estratégia nem sempre é vantajosa em termos de conteúdo, uma vez que diminui a frequência de usuários que verão anúncios no meio online. Para comparação, o jornalista cita o caso do El País da Espanha, que adotou o paywall em 2020 e, posteriormente, mudou o critério de limite de matérias gratuitas para o que chama de “freemium”. “80% do conteúdo que eles colocam na rede é aberto para todo mundo, 20% é fechado para assinantes”, explica.
Big techs e jornalismo: como funcionam as medidas de remuneração
O veículo compõe, ao lado do El Mundo e La Vanguardia, o ranking de jornais com mais assinantes na Espanha. Segundo a própria publicação, o El País contava com 214 mil assinantes digitais exclusivos em novembro do ano passado. Na contramão, com a possibilidade de assinatura livre de anúncios e acesso ilimitado, o The Guardian segue um modelo de parceria. É possível fazer contribuições de valores livres a fim de fomentar o apoio ao jornalismo.
Ainda, as estratégias promocionais do Brasil visam beneficiar o leitor com benefícios que incluem a edição impressa diária. É o caso da Folha de S. Paulo, que estabeleceu valor promocional de R$ 99,90 ao mês, durante seis meses, para proporcionar acesso ao conteúdo ilimitado no online e recebimento diário do jornal impresso. Há aqueles, como O Globo, que abrangem em sua assinatura de R$ 47,90 ao mês o jornal impresso de sexta, sábado e domingo (com inclusão do Segundo Caderno, Esportes, Revista Ela, entre outros) e também um acervo digital com notícias desde 1925, entre outros benefícios.
Em 2017, O Globo deu um passo importante rumo à organização mais digital. Em maio daquele ano, o jornal publicou o furo do escândalo envolvendo Joesley Batista, dono da JBS, e o governo Temer na Operação Lava Jato. A notícia foi exclusiva do digital na coluna do jornalista Lauro Jardim, revertendo uma lógica de prioridade do meio impresso há muito tempo pregada pela imprensa brasileira.
Seis anos depois, a opinião é sinônimo de monetização. Nomes do mercado como o próprio Lauro Jardim, Leonardo Sakamoto, Míriam Leitão e Patrícia Kogut são iscas para atrair a assinatura de leitores. “Os meios que apostam em conteúdo de opinião estão se dando melhor do que aqueles que veem puramente a notícia”, declara Tessler.
Parceria lucrativa, a união de marcas e veículos em conteúdo patrocinado é realidade viável ao incremento de receita. Com aposta em multiplataformas, veículos como Estadão e Folha de S. Paulo contam com núcleos exclusivos de produção de conteúdo, aliando patrocínio ao faro jornalístico de produzir peças, e até mesmo eventos, que sirvam públicos-alvo específicos de alguma forma.
Next, Now #75: Jornalismo, eventos e conteúdo
“O departamento comercial moderno deixa de vender o que chamamos de ocupação de espaço dentro de uma página ou televisão. No digital, é multiplataforma e passa-se a vender soluções”, detalha o especialista em mídia. “O contato não é mais da empresa com o leitor, é da empresa com um cidadão, e é possível chegar nele de diversas maneiras”. Ademais, também fruto de parcerias com terceiros, veículos como O Globo e Folha de S. Paulo oferecem clubes de assinaturas. A modalidade inclui descontos em lojas, marketplaces, experiências e plataformas de streaming, por exemplo.
O digital, de fato, permite diversificação. O topo da home digital do The New York Times exibe o botão “Play the crossword” (Jogue as palavras-cruzadas, em tradução livre). Um dos jornais mais influentes do mundo oferece uma série de jogos digitais dentro de seu site e reforça a ideia de que reter a atenção do leitor atual vai muito além da produção de bom conteúdo.
“Nem sempre a melhor saída é o paywall”, resume Tessler. “Ou seja, é preciso estudar a audiência local para decidir como arrecadar. A receita de audiência é, sim, fundamental. Basta achar a maneira e a entrega que será feita”.
Compartilhe
Veja também
Criança Esperança muda identidade e une Xuxa, Angélica e Eliana
No dia 7 de agosto projeto beneficente realizado pela Globo em parceria com a Unesco chega a sua 38ª edição
Globo usa grade de programação para impulsionar Copa do Mundo
Leonora Bardini, diretora de programação e marketing da TV Globo, fala sobre como a plataforma vai usar sua comunicação para se conectar com o público e reforçar a modalidade na grade
01
Sagatiba apresenta primeira bebida cocriada por Maiara e Maraisa
02
Criança Esperança muda identidade e une Xuxa, Angélica e Eliana
03
Campanhas da Semana: operadoras destacam qualidade dos serviços
04
Claro será a operadora oficial da Copa do Mundo feminina no Brasil
05
Globo usa grade de programação para impulsionar Copa do Mundo
01
TV por assinatura se adapta ao impacto do conteúdo fragmentado
02
Quais são as empresas mais inovadoras do Brasil?
03
Google contrata Michel Temer para mediar debates sobre regulação das big techs
04
Globo anuncia saída de Manoel Soares da TV aberta e do GNT
05
Marcas se associam a Mude para levar saúde integral à população
Informa, inspira e conecta.
Copyright 2010 – 2023 • Meio & Mensagem – Todos os direitos Reservados
Rua Catequese, 227 – 5° Andar – Butantã – São Paulo – SP – CEP: 05502-020

source